Integração & APIs — HL7® FHIR + MQTT/REST

Atualizado em jan/2026 · Voltar ao Hub

Por que FHIR + MQTT no Edge

FHIR é o padrão API‑first (REST/JSON/XML) para interoperabilidade em saúde e tem priorização em planos federais/guia de adoção. MQTT é um protocolo leve (pub/sub) com baixa latência, ideal para eventos e telemetria em redes instáveis. Trabalhos recentes mostram um stack aberto com ESP32 + MQTT + FHIR Observations operando em tempo real sem middleware proprietário. [1][2]

Modelo de dados (FHIR)

Arquitetura

  1. Gateway (Edge): coleta BLE/USB, processa, gera Observations e alerts.
  2. Broker MQTT local: tópicos como healthtrack/site/<deviceId>/alerts (QoS1/2).
  3. Servidor FHIR local ou bridge: POST /Observation assinado/TLS para EHR/Analytics. [1]
// Exemplo: payload MQTT (JSON) mínimo, sem PHI
{
  "deviceId": "gw-ecg-001",
  "ts": "2026-01-23T03:21:00Z",
  "type": "arrhythmia_alert",
  "p": 0.86,
  "hr": 104
}

Segurança e conformidade

Testes de contrato

Crie contract tests para endpoints FHIR (schemata JSON), tópicos MQTT (estrutura, QoS) e paths de erro. Simule latência/perdas e confirme o comportamento store‑and‑forward do gateway.

Quando a integração vira “dispositivo”

Se outputs afetarem decisão clínica, documente ciclo de vida de software (IEC 62304) e, para AI/ML com atualização, considere um PCCP (plano de mudanças pré‑determinadas) junto à FDA quando aplicável. [4][5]


Referências

  1. ONC/HHS — FHIR (2024 Draft). Link
  2. MDPI Applied Sciences (2025) — FHIR Observations + MQTT com ESP32. Link
  3. Capminds — HL7/FHIR Interoperability Guide (2026). Link
  4. Qualio — IEC 62304 (2025). Link
  5. Federal Register — PCCP AI‑Enabled DSF (2024). Link